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Final Fantasy – Hatred Desire

Intro. Hatred Memories

Dois meses antes da inevitável guerra entre os impérios de Archades e Rozzaria, na montanha Bur Omisace, que se mostrava um local de paz, livre das guerras, que refugiava desabrigados e pobres, um ataque imperial sem razão acabara de acontecer. No local, haviam muitas tendas, muitas em chamas, todos os seus habitantes estavam assustados, alguns machucados. O templo, que se situava mais acima da montanha, estava agora com um ar gélido de morte.

Em um canto escuro, um garoto pequeno, com roupas velhas e rasgadas, ajoelhado, chorava ao lado de uma mulher que, com um grande corte na barriga, já estava no chão, morta pela enorme perda de sangue. Ambos tinham a cor de cabelo prateada.

- Mamãe.. – disse o garoto, já com um tom de desistência.

Logo após isso, um dos pregadores do templo vê a cena e, ao se dirigir ao garoto, tenta consolá-lo:

- Garoto, não fique triste… Todos vão embora um dia.

Porém, sem sucesso, o garoto se levanta:

- Não!!! – logo após ele foge do local.

O pregador tenta ir atrás porém, não o alcança e deixa ir embora. Nisso, o garoto corre até os arredores da montanha, onde um vale gelado e sem vida jazia. O garoto com suas roupas rasgadas e finas, não conseguia evitar o frio, porém, não volta e continuava andando. Até que o garoto avista umas árvores em meio a neblina que no local havia. Já meio sem forças, ele segue em direção até elas e, para sua surpresa, um grande lobo branco aparece em sua frente ja preparada para o atacar.

O garoto tenta fugir mas acaba tropeçando na densa e funda neve do local. Sem ação e pálido, ele fica imóvel e inavitavelmente o lobo pula em sua direção.

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Cap. 1 – I am Leaf

Em uma grande cidade na costa, de nome Belfonhein Port:

- Acorda moleque! – diz um soldado imperial, dando um chute em um garoto no chão – Aqui não é lugar para dormir!

O garoto dormia em uma alameda. Possuia longos cabelos prateados, vestindo uma roupa velha e branca, meio suja. Nas costas, uma arma de fogo desconhecida.

- Ok! ok!… Já tô saindo! – diz o moleque.

- Acho bom! – diz o soldado, indo embora.

” Droga, passaram-se 10 anos e eu ainda sonho com aquilo…” pensa ele. Ele se levanta, se espreguiça e co
ça a cabeça, avista um agrupamento de pessoas em frente as docas. ” O que é aquilo?”.

O garoto chega mais perto e vê um homem conversando com um guarda. “Esse cara me parece familiar…”. Ele continua observando até que aquele homem o enxerga, reconhecendo-o:

- Ali! Foi ele quem me assaltou! – grita, apontando para o garoto.

- Peguem-no! – o guarda manda.

- Iiiirc! – o garoto corre, com todos atrás dele, atropelando todos que cruzavam seu caminho.

Percebendo uma tenda que se vendia fruta, onde havia uma grande caixa de laranjas. Ele a puxa ao passar, derrubando todas no chão, no caminho dos soldados.

- Minhas laranjas, seu maldito! – Grita o vendedor, dono da caixa que o garoto jogara no chão.

Nesse momento, várias pessoas se juntam em volta das laranjas, roubando-as e impédindo a passagem dos perseguidores.

Já fora da cidade, em uma área com colinas chamada Cerobi Steppe, o garoto senta-se embaixo de uma árvore, ofegante, quando uma voz se comunica:

- Você deveria tomar mais cuidado, Leaf… -

- Hã!? Quem disse isto? – diz o garoto.

- Não quer terminar em um calabouço, quer? – diz a voz, mostrando-se. Era uma rava-viera de cabelos prateados, com vestimentas tradicionais ao do seu grupo.

- Ah, é você Mjrn… – diz o garoto. Após isso ele percebe que os guardas ainda estavam atrás dele.

- Rápido! Esconda-se! – diz ele.

Mjrn sai rapidamente do local, não se sabe para onde. Leaf, sem escolha, se agacha para que os soldados não o vejam, e incrivelmente, o chão se move e o enterra sem deixar rastros.

Assim os guardas passam sem perceberem e somem no meio das colinas.

Leaf acorda, se levanta e olha para os lados, o local era muito pouco iluminado, não o deixando enxergar claramente.

- Onde… estou…? – diz o garoto confuso, passando a mão levemente sobre a cabeça.

- Está bem seguro aqui, os guardas já se foram. – Diz uma voz misteriosa.

Logo, a terra que o engoliu, cuspira para fora. Leaf se vira para a árvore e diz:

- Obrigado. – diz o garoto, porém com estranheza.

Mjrn aparece e diz:

- Por que essa cara? Sabe que a natureza sempre te ajudará quando precisar… -

- Mas não passou pela cabeça que fossem me enterrar… – diz Leaf.

- … -

- Como eu ja te disse, desde que eu te achei naquela neve sendo atacado por um lobo, eu te levei para a floresta com as outras, você ganhou esse dom de falar com a natureza – diz Mjrn – Isso é estranho, já que você é huma… -

- Eu sei…

Nisso, os homens que o procuravam aparecem e o vêem:

- Olha ele lá! – e começam a correr em direção à eles.

- Eu ja me cansei disso… – Sussura Leaf.

- Boa sorte. – Mjrn diz.

Leaf pega seu arma e faz a mira rapidamente, dando um tiro certeiro em um dos guardas, que cai morto rolando colina abaixo.

- Matem-no! Ele matou um imperial!!! – eles continuavam correndo, agora não com intenção de prender, mas sim de matar.

- Chega! – Leaf fecha os olhos e em um pensamento faz com que várias raízes saiam do chão e ergam os guardas no ar. Algumas outras aparecem por trás e tiram do guarda suas espadas.

- Solte-nos! Agora! – grita um dos guardas.

Só que as raízes se envolvem nos guardas e os apertam, quebrando todos os seus ossos, inclusive seus pescoços, os matando instantâneamente. Leaf até mesmo ficou assustado com seu instenso poder, mas também impressionado.

- Está conseguindo manipular bastante seu poder, fico contente com isso. – Mjrn dá um pequeno e breve sorriso em seu rosto, enquanto se sentava em um galho da árvore.

- Hum.. – O garoto olha para ela e sorri igualmente. -

- Vamos para Archades, lá eles não irão nos seguir e nem procurar.

- Foi… – Leaf se engasga ao tentar falar, mas logo se recobra – não diga mais esse nome para mim, Mjrn! Sabe que foi o império que… – diz Leaf

- Eu sei. Acho que é melhor irmos para casa. As vieras não deixariam ninguém entrar lá. – diz Mjrn.

- Teletransporte? – pergunta Leaf.

- A pé…

- Awww… okay! – diz Leaf.

E os dois saem andando.

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